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Autor Tópico: O Forex!  (Lida 25973 vezes)
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« em: Novembro 05, 2005, 07:07:38 »

O FOREX

O mercado cambial (Forex) é um mercado inter-bancário que foi estabelecido em 1971, quando as taxas de câmbio flutuantes começaram a materializar-se e antes da queda do sistema de Bretton-Woods.Adicionalmente, é um mercado "Over-The-Counter", o que significa que as transacções são conduzidas entre duas partes que acordam os termos através de telefone ou rede electrónica. Ou seja, não existe um sistema central tal como existe nas comuns bolsas de valores. Os operadores fazem "publicidade" das taxas de câmbio usando uma rede de distribuição de informação como a Reuters ou Bridge. Os operadores usam essa informação para acordarem uma taxa de câmbio e depois transaccionam. Os maiores centros negociadores são, hoje em dia, Londres (cerca de 30% do mercado), Nova Iorque (cerca de 20%), Tóquio (com 12%), Zurique, Frankfurt, Hong Kong, Singapura (cerca de 7% cada), Paris e Sydney (3% cada).
Em termos de volume de negócios, o mercado cambial é o maior mercado do mundo, com mais de 1.5 triliões de dólares negociados diariamente. Só para ter uma ideia, a NYSE, o maior mercado accionista do mundo, tem volumes diários de aproximadamente 60 biliões de dólares. Devido aos volumes negociados, torna-se impossível que uma empresa ou indivíduo influencie as taxas de câmbio.
De facto, mesmo os bancos centrais e governos têm dificuldade em influenciar as taxas de câmbio das divisas mais líquidas como o dólar norte-americano, o iene japonês, o euro, o franco suiço, o dólar
canadiano e o dólar australiano.
O mercado cambial está "aberto" 24 horas por dia, durante cinco dias por semana (os úteis), existindo negociadores em todos os fusos horários. As transacções iniciam-se segunda-feira de manhã em Sydney (que corresponde às nossas 24 horas de Domingo) e diariamente move-se à volta do mundo por todas as zonas do globo até ao encerramento, em Nova Iorque, Sexta-feira às 16:30 locais (21:30 de Lisboa).
Hoje em dia, mais de 85% de todas as transacções cambiais envolvem apenas algumas divisas: o dólar norte-ameriano (USD), o iene japonês (JPY), o euro (EUR), o franco suiço (CHF), a libra esterlina/inglesa (GBP), o dólar canadiano (CAD) e o dólar australiano (AUD). No mercado cambial, a maioria das divisas são transaccionadas apenas contra o dólar. O termo "cross rate" refere-se à troca de duas divisas que não o dólar norte-americano. A transacção deste tipo de divisas ocorre normalmente trocando uma divisa contra o dólar e posteriormente trocando o dólar pela segunda divisa. Devido a este facto, o spread entre duas moedas que não envolvam dólares é, normalmente mais elevado, pois são menos líquidas. Ainda assim, existem alguns pares de divisas que excluem o dólar e que são trocadas directamente como o GBP/EUR e o EUR/CHF. Os pares mais importantes de divisas são:

EUR/USD (euro-dólar), USD/JPY (dólar-iene), EUR/JPY (euro-iene), USD/CAD (dólar norte-americano-dólar canadiano), EUR/GBP (euro-libra),GBP/USD (libra-dólar), USD/CHF (dólar-franco suiço), AUD/USD (dólar australiano-dólar norte-americano) e AUD/JPY (dólar australiano-iene).

O que é a transacção de divisas/moeda?

A transacção de moeda é algo estranho para muitos. Afinal de contas, o dinheiro serve para comprar bens e pagar serviços. No entanto, com dinheiro também se consegue comprar dinheiro. A transacção de divisas é precisamente a troca de uma moeda por outra de um país diferente. A compra de venda de moeda estrangeira é uma actividade que é efectuada 24 sobre 24 horas, num mercado conhecido pelos profissionais como "Foreign Exchange" e, habitualmente, por acronismos como Forex e FX. de possuir moeda estrangeira ocorre em diversas circunstâncias, mas o cidadão comum apenas a sente quando viaja. Antes de partir, o indivíduo vai a um banco ou casa de câmbios e converte uma divisa (tipicamente a do seu país) na divisa utilizada no país para o qual pretende viajar, de forma a aí adquirir os bens e serviços que necessitar. Os consumidores que compram bens através da internet podem ter de pagar em moeda estrangeira, mas apenas vêem os custos da transacção na moeda "nativa", quando os extractos bancários. Apesar destas transacções serem ocasionais e em valores diminutos, em conjunto acabam por ser significativas. Já as empresas, praticam operações cambiais muito mais regularmente, principalmente se tiverem presença em países terceiros ou clientes/fornecedores estrangeiros. Por exemplo, se exportam bens para outros países e recebem o pagamento em moeda desses países, então terá de se converter essa moeda na moeda do país da empresa exportadora. Da mesma forma, se importa bens e/ou serviços terão de pagar em moeda estrangeira, o que requer uma primeira conversão da sua moeda na divisa do país de origem da encomenda. As grandes multinacionais convertem elevadas quantias de dinheiro todos os anos. O timing dessa conversão pode ter um efeito muito forte no balanço e nos resultados das mesmas. Em Portugal, por exemplo, é perfeitamente normal ver casos de empresas que registam perdas por diferenças cambiais desfavoráveis, o que nos leva a outra razão porque é necessário comprar em vender divisas através do mercado cambial - o "hedging". O "hedging" consiste, neste caso, na cobertura de um risco cambial, ou seja, na antecipação da desvalorização de uma divisa e na assumpção de uma posição contrária (sobre este assunto, aconselhamos a consulta do nosso manual de futuros). Os Governos e Bancos Centrais são outros importantes "players" (talvez os mais importantes) no FOREX. Os bancos centrais controlam a oferta de dinheiro de um país através de diversos mecanismos e são responsáveis pela política monetária e pela manutenção da estabilidade financeira. As intervenções do Banco Central do Japão há bem pouco tempo no mercado cambial são um exemplo de como os bancos centrais intervêm no FOREX. A instituição nipónica, em sintonia com o governo, levou a cabo operações de venda de ienes e compra de dólares e euros no FOREX, pois as empresas japonesas veriam as suas receitas de exportação aumentarem em termos de ienes, já que um dólar e um euro passariam a ser convertidos em mais ienes. Uma porção ignificativa do volume do FOREX é derivada de serviços de corretagem e trading dos bancos comerciais e de investimento. De facto, os grandes bancos transaccionam muitos milhões de dólares diariamente, quer para os seus clientes, quer para eles próprios.
Dado o tamanho e liquidez do mercado, os fundos de investimento começaram a uma parcela cada vez maior dos seus portfolios para a especulação no FOREX. Estes fundos sentem-se "atraídos" pelo mercado cambial, pois a capacidade para alavancar os seus investimentos é tipicamente muito maior do que seria nos mercados accionistas.
Como vemos existem várias razões para comprar e vender divisas. No entanto, o mercado cambial mundial movimenta vários biliões de dólares diariamente, e os motivos supracitados representam apenas uma ínfima parte (cerca de 5%) desse montante. Os restantes 95%, a "fatia de leão" portanto, da liquidez do Forex provém de todos aqueles que apenas pretendem beneficiar da subida da descida do valor das divisas - os especuladores - e que se dedicam à compra e venda de moeda para obter lucros.
Estes especuladores tanto podem ser simples investidores que estão em casa em frente ao monitor do computador e que compram e vendem divisas através da internet, como um banco central ou bancos de  investimento privados.
Os investidores e especuladores são outros dos grandes responsáveis pela necessidade de compra e venda de divisas. Qualquer investimento efectuado fora das nossas fronteiras requer uma transacção prévia no mercado cambial, seja o investimento na forma de acções, obrigações, depósitos bancários ou compra de imobiliário. Por exemplo, se um português comprar acções da Coca-Cola cotadas na bolsa de Nova Iorque, terá de pagar as acções em dólares norte-americanos (USD). Se não tiver na sua posse qualquer quantia em dólares, terá de converter euros (a moeda em circulação em Portugal) em dólares.
Se um norte-americano tem um apartamento em Lisboa e o vende a um português, muito provavelmente receberá em euros e quererá trocar esses euros em dólares, de forma a poder "utilizar" o dinheiro no seu próprio país.
O grande ponto de interesse do Forex é precisamente o facto de os investidores e especuladores poderem beneficiar tanto da subida do valor das divisas (tomando uma posição longa) como da quebra do valor de uma divisa (assumindo uma posição curta). Os especuladores são, muitas vezes, "day traders", tentando obter vantagem de movimentos do mercado em períodos de tempo muito curtos; mantêm posições abertas apenas durante alguns minutos. Sentem-se atraídos pela transacção de divisas por uma série de motivos, incluindo (1) a dimensão e volatilidade diária do mercado, (2) a quase perfeita liquidez do mercado cambial, (3) o facto de ser um mercado aberto 24 horas por dia e (4) pelo facto de as divisas poderem ser transaccionadas sem custos de transacção (sem comissões de corretagem).
Depois de sabermos quem participa no FOREX, a pergunta que surge muito naturalmente é: "e como é que se pode ganhar dinheiro no Forex?" Um exemplo será certamente a melhor forma de explicar: um europeu acredita que a economia norte-americana dá sinais de força e conclui que existe a possibilidade de o dólar se valorizar face às restantes divisas. Ao mesmo tempo, acredita que a economia nipónica mostra claros sinais de fraqueza.O que o investidor vai fazer é comprar dólares americanos (USD) e vender ienes e assumir aquilo a que se chama uma posição longa em dólares e curta em ienes.


Taxas de câmbio e spreads

As taxas de câmbio são determinadas pelo mercado. Uma taxa de câmbio é sempre cotada como um par de divisas, através do uso de uma abreviatura ISO (International Standards Organization). Por exemplo, EUR/USD refere-se à taxa de câmbio de euros por dólares. A primeira é a divisa base, enquanto que a segunda é a divisa de cotação. Neste caso, EUR/USD, é uma taxa de câmbio que especifíca quantos dólares é que se tem de pagar por um euro, ou quantos dólares é que se obtêm quando se vende um euro. Em termos gerais, uma taxa de câmbio especifíca quanto se tem de pagar em moeda de cotação por uma unidade da divisa base e em caso de venda, quanto se obtém em divisa cotação quando se vende uma unidade de divisa base.
A cotação de um câmbio é tipicamente disposta como um par constituído por um bid (preço do comprador) e por um ask (preço do vendedor). O ask é o preço que o comprador tem de pagar em divisa cotação para comprar uma unidade de divisa base. O bid aplica-se aos vendedores e representa a quantidade de divisa cotação que o vendedor obterá, quando se desfaz de uma unidade de moeda base. O bid é sempre menor que o ask. No FOREX, é utilizada a seguinte abreviatura para a taxa de câmbio (neste caso do EUR/USD): 0.8423/28
A primeira parte da cotação (antes da barra) refere-se ao bid (o que se obtém em dólares quando se vende euros) e neste caso inclui quatro casas decimais. O segundo componente (após a barra) é usado para obter o ask price (o que se tem de pagar em USD se se quer comprar euros). O "ask" é obtido pelo aumento da primeira parte da cotação até que as duas últimas casas decimais igualem os digitos do segundo componente. Neste exemplo, o "ask price" é de 0.8428. No caso 0.8498/03, o bid é 0.8498 e o ask é 0.8503. À diferença entre o bid e o ask dá-se o nome de "spread". Quando se transacciona um grande volume como 1 milhão de dólares ou superior, o "spread" obtido é tipicamente 5 pontos base ou PIPs, com cada ponto base a referir-se a 0.0001 (ou 0.01, quando por exemplo falamos da taxa de câmbio USD/JPY). No exemplo acima, o spread é de 0.0005 ou 5 PIPs. Quando se transaccionam quantias mais pequenas, o spread poderá ser maior; por exemplo, quando se transaccionam menos de 100 mil dólares, é comum existirem spreads de entre 50 e 200 PIPs. As empresas de cartões de crédito usam spreads de 200-330 PIPs, bancos e casas de câmbio, usam um spread de entre 200 e 1000 PIPs (para além da cobrança de comissões). Para os investidores e especuladores, um spread mais pequeno traduz-se na maior facilidade de tomada de mais-valias devido a movimentos da taxa de câmbio.


A transacção tradicional de divisas

A trasacção de divisas é sempre efectuada através de um par, como por exemplo, o EUR/USD, e é portanto útil considerar o par como um instrumento que pode ser comprado ou vendido. Comprar o par implica a compra da divisa base (a primeira) e a venda no montante equivalente em divisa cotação (a segunda). Não é necessário que o trader possua a divisa cotação antes de a vender, pois é permitido short-selling. Um especulador compra o par se acredita que a divisa base vai subir relativamente à divisa cotação, ou se a taxa de câmbio vai subir. A venda do par implica vender a divisa base (short selling), e comprar a divisa cotação (a segunda). Um especulador vende um par se acredita que a divisa base se vai desvalorizar relativamente à divisa cotação, ou que a divisa cotação se vai valorizar face à divisa base. Logo que um trader abre um posição num par, quer seja longa ou curta, vai automaticamente ficar com um valor negativo na sua conta, equivalente ao spread, pois quando se compra o par, entra-se/sai-se pelo ask e quando se vende o par, sai-se/entra-se pelo bid.

Actualmente, a transacção é efectuada em três passos:
- O trader comunica o par e a quantia que ele/ela pretende transaccionar ao seu operador (muitas vezes e talvez o melhor meio é o computador).
- O operador (computador) revela o bid e o ask
- O trader ou dá a ordem de compra ou venda, ou então recusa o spread.
 A transacção do mercado cambial descrita acima é efectuada no mercado spot, e consiste num contrato bilateral entre uma parte que entrega a quantia especificada de uma determinada divisa contra o recebimento de uma quantia equivalente tendo por base a taxa de câmbio em dois dias úteis. No entanto, os especuladores muito raramente entregam. Em vez disso, eles fazem o denominado "rollover swap". O "rollover swap" existe de forma a permitir a mudança de um antigo negócio para a data corrente fechando essa posição antiga e abrindo simultaneamente uma nova posição para o dia seguinte a um preço que reflicta o diferencial de taxa de juro existente entre as duas divisas. Quando um trader compra ou vende um par de divisas, o valor da posição, como um instrumento, é inicialmente negativa (devido ao spread) mas praticamente igual a zero. No entanto, se o valor do par variar, o valor da posição também flutuará. Assim, se um determinado câmbio/par descer/subir, os detentores de posições longas/curtas desse par vão registar perdas/ganhos e os detentores de posições curtas/longas vão obter ganhos/perdas. Para assegurar que o especulador pode acarretar o risco de perda, os bancos ou operadores requerem garantias para cobrir essas perdas. A estas garantias dá-se o nome de margens (ver manual de futuros).

Cotação de divisas:[/b]

São constituídas por um bid e por um ask, ao qual o market-maker vai comprar ou vender a divisa base contra outra divisa.

PIP: a menor variação no valor do preço. Também são conhecidos como pontos.
Spread: é a diferença entre o bid e o ask. Neste caso, o spread é de 2 PIPs.
Bid: é o preço a que o market-maker está preparado para comprar a divisa base.
Ask: é o preço a que o market-maker está preparado para vender a divisa base.

Contas margens e transaccionar na margem (a este propósito aconselhamos a consulta do nosso manual de futuros)
Quando se tem uma conta margem, pode-se alavancar uma posição, pois pode-se transaccionar volumes muito maiores e assim tirar mais partido de pequenas variações do valor das divisas, construindo lucros maiores e mais rapidamente. Analogamente, os prejuízos também podem ser maiores.
De forma a limitarem o risco de perda, os traders especificam uma taxa de câmbio stop-loss para cada posição aberta. A "stop-loss" especifica que a posição deve ser encerrada automaticamente quando a taxa de câmbio do par em questão atinge determinado valor. Para posições longas, as stop-loss estão sempre a um nível inferior do que a taxa no momento em que decide colocar a stop-loss no mercado; para posições curtas, é sempre superior. Muitas vezes, os traders também especificam uma taxa de câmbio "take-profit" de forma a garantirem o lucro quando o par atinge determinado valor. Para posições longas abertas, a "take-profit" fica sempre acima da taxa prevalecente no momento em que decide colocar a stop-loss no mercado, enquanto que em posições curtas, deve ser inferior ao valor do par nesse momento.
Para além destas ordens que ajudam a limitar perdas e assumir lucros, existem outro tipo de ordens que podem ser colocadas no intermediário que o cliente usa (banco, corretor/operador), as chamadas "leave orders", que são ordens que deverão ser executadas no futuro, caso determinadas condições sejam satisfeitas: ordens de entrada (especifica que determinado par deve ser comprado se atingir determinado valor), ordens "take-profit" e ordens "stop-loss".


Tipos de Ordem:

Ordens ao melhor ("Market Orders"): As ordens ao melhor são imediatamente executadas ao spread no momento.

Ordens limite ("Limit Orders"): As ordens limite são ordens que deverão ser executadas no futuro, caso se verifiquem determinadas condições no mercado, nomeadamente ao nível do preço de determinado  par. Existem três objectivos diferentes aquando da colocação de uma ordem limite:

Para a abertura de novas posições - especificam que determinado par deve ser transaccionado quanto atinge determinada taxa.

Para o fecho de posições:

Ordens take-profit - são usadas para encerrar uma posição de forma a garantir a obtenção de um lucro, caso um par suba/desça (caso a posição seja longa/curta) a um nível pré-estabelecido. Por exemplo, se estamos longos em dólares e curtos em ienes (estamos longos no par USD/JPY) desde 118.48 e acreditamos que a taxa vai continuar a subir até chegar aos 120.00, mas estamos inseguros relativamente à ultrapassagem deste valor, então se colocarmos uma take-profit em 120.00, caso a taxa de câmbio USD/JPY chegar efectivamente a cotar nesse valor, então conseguimos garantir a obtenção de um lucro.

Ordens stop-loss: são usadas exactamente para encerrar uma posição de forma a garantir que o prejuízo decorrente de uma quebra/subida (caso a posição seja longa/curta) da taxa não provoque "grandes danos" na conta, ou seja, é um tipo de ordens destinada a limitar perdas. Por exemplo, se estamos longos em dólares e curtos em ienes desde 118.48 e estabelecermos uma stop loss loss nos 118.40, então a nossa posição será automaticamente encerrada nesse valor, caso o dólar se desvalorize ainda mais. Este tipo de ordem permite um certo conforto quando se deixam posições abertas no mercado e não se pode acompanhar o andamento da cotação (porque estamos longe de um computador, porque estamos a dormir, etc...)
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Não tentes te vingar do mercado ele não tem culpa ;-)
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